"Chegou o momento em que percebi que precisava fazer parte da disrupção"

Vinício Mancuso

Nada menos que a ruptura do status quo - Esse é o desejo que a paulistana Carol Yumi focaliza para definir os ciclos de sua vida. De loucura em loucura, descubra como a paixão pela diversidade a ajudou a chegar no local exato em que ela queria estar nesse momento.


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Desde a primeira vez que eu fui viajar, já sabia que seria uma nômade cultural. Quando eu tinha treze anos, estudava em um colégio de elite em São Paulo, mas eu nunca fui “elite”. Meus pais se esforçaram demais para pagar minha educação.

Eu conheci uma menina mais nova na escola e por acaso a mãe dela era escocesa. Um dia essa minha amiga falou: “Será que você não toparia fazer uma loucura? Sempre convidei várias amigas, mas ninguém nunca quis ir comigo para Escócia fazer um curso de verão. Quer ir?” - Era exatamente o que eu precisava.

Meus pais me deixaram ir com uma amiga que na época tinha 11 anos, mas só porque a tia dela morava lá em Edimburgo. Foi tentando furar a bolha de convivência em São Paulo - que eu vivia tentando escapar - que eu fui estudar por uns meses no mesmo lugar que príncipes do mundo inteiro, e eu nem sabia disso.

A faísca em minha vida, o que realmente me fez perceber que eu tinha uma paixão pela diversidade, foi justamente essa época. Contato com pessoas diversas, opiniões, religiões, realidades e histórias diferentes, tudo isso expande a nossa cabeça. Até hoje eu procuro ter essa sensação em cada movimento que faço.

Anos depois eu fui fazer faculdade de economia em negócios internacionais na Carolina do Sul, também um lugar completamente diferente do que eu tinha vivido em São Paulo. Ir para um estado mais interiorano nos Estados Unidos, com pessoas com ideias mais conservadores, foi bem diferente e eu amei essa experiência.

Sempre absorvo o lugar até me tornar parte daquilo. Eu tinha até o sotaque do interior, tomava sweet tea - trouxe o hábito para o Brasil - e as raízes que eu criei lá ficaram comigo para o resto da minha vida. O modelo de educação na faculdade nos Estados Unidos também abriu a minha cabeça, passando a questionar o sistema, mesmo o educacional, o que não acontece no Brasil.

Pós faculdade, o sentimento da volta foi agridoce. Eu amo o Brasil e estava morrendo de saudades, animada para voltar e começar a minha vida profissional. Mas foi uma quebra de expectativa, porque eu imaginava que ia me formar na faculdade e ia continuar lá nos Estados Unidos. Além das distância dos meus amigos dos últimos quatro anos, cada um em um canto do mundo. Foi um momento onde vi que certas coisas fogem do nosso controle quando estamos em outros países.

Retomada

No meio da faculdade, quando eu percebi a dificuldade em ficar por causa da burocracia de vistos eu comecei a pesquisar oportunidades no Brasil. Após cavar por um bom tempo, consegui uma vaga de estágio em uma das maiores companhias de bens de consumo brasileiras, sempre durante os verões. Assim consegui uma conexão profissional com o Brasil.

Eu aprendi muita coisa, mas chegou um momento que eu percebi que precisava fazer parte da disrupção. Eu pedi demissão sem saber o que eu ia fazer, já estava frustrada com aquilo, precisava de espaço mental, achar um lugar que fosse me satisfazer. E rápido eu tive a sorte de ir para o Nubank, que era uma empresa com um propósito disruptivo no mercado. Sairia da minha zona de conforto para poder aprender e testar coisas novas e, mesmo com medo, iniciar projetos diferentes.

Entrei em 2016 e nos três anos que trabalhei lá, a fintech deixou de ser uma empresa que ninguém conhecia, que meus pais acharam que ia falir no dia seguinte, para ser uma das startups mais inovadoras do mundo. Fui a segunda pessoa de marketing lá, fiz um pouco de tudo, ajudei a criar a imagem atual da companhia e respondia tudo direto para a cofundadora. Me inspira poder trabalhar perto de pessoas como ela, que te instigam a aprender e evoluir a cada momento.

Afternoon Tea

E aí eu comecei a pensar: “Será que não existe mais inovação pelo mundo afora? Apesar da empresa ser muito inovadora e bem sucedida, eu queria conhecer um modelo de negócio que fosse ainda mais disruptivo.

Comecei a fazer planos. Londres, como um hub de fintechs no mundo, fazia muito sentido para minha carreira. Foi uma escolha natural, a chance de achar um negócio disruptivo aqui era muito alta. Então procurei e vim para a TrueLayer, que é uma startup de Open Banking que oferece infraestrutura para a inovação financeira.

Aqui no Reino Unido já é uma realidade esse futuro de finanças e de outras quebras de paradigmas, então eu gosto muito de estar nesse epicentro de disrupção, trabalhando no marketing de uma fintech, com mudanças borbulhando a todo momento. Sinto que tem muita coisa para rolar ainda e, para o futuro, a minha ideia é criar novos projetos, gerar impacto na sociedade através de negócios inovadores.

Antes de vir para cá eu conheci a Wise, quando eu comecei a pesquisar e olhar fintechs inovadoras e disruptivas ao redor do mundo. Eu achei o modelo de negócio da Wise interessante, na hora que eu descobri o que era, eu pensava: “Nossa, se eu tivesse isso na época em que fiz faculdade, seria tão bom”.

Quando fui testar o produto, do começo ao fim não demorou nem 20 minutos, e eu nem sabia onde clicar. Eu fiquei chocada, a lembrança que eu tinha de transferência internacional era um bicho de sete cabeças que demorava uma semana para cair e alguém ia com o papelzinho achar onde estava o dinheiro. Quando os meus planos para mudar para Londres se concretizaram, me organizei para ter acesso ao dinheiro nesse país, e a Wise viabilizou isso.

Meu conselho aqui é: Não espere as coisas estarem 100% certas para você começar a se movimentar. Elas nunca estarão. Se você ficar esperando o momento perfeito aparecer, ele não virá, porque ele não existe. Com a internet, você pode descobrir qualquer coisa, pode se conectar com praticamente qualquer um, então as pessoas precisam ser criativas para achar suas conexões.


Entrevista de Vinício Mancuso exclusivamente para a Wise. Fotos fornecidas pela Carol Yumi e organizadas por Stephanie Stoddard.


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