Encontrar trabalho no estrangeiro: tudo o que precisa saber

Joao Marcos

Trabalhar no estrangeiro é uma realidade bem presente para os portugueses. Por necessidade, oportunidade, aventura ou experiência cultural, todos os anos milhares de portugueses rumam a outras paragens para trabalhar.

Neste artigo vai conhecer os melhores sítios para iniciar a sua procura de trabalho, como escolher o melhor destino para si, a documentação que vai precisar e algumas dicas relativas à segurança social e outras prestações sociais.

Será ainda apresentado à Wise e à sua conta multimoeda, onde pode guardar mais de 50 moedas, sem custos de manutenção, ideal para quem se prepara para ir para o estrangeiro.

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Trabalho no estrangeiro: onde procurar?

Longe vão os tempos em que se passava a fronteira sem saber praticamente nada sobre aquilo que se ia encontrar no destino. Atualmente, abunda a informação e procurar emprego online é uma das formas mais eficazes de encontrar trabalho no estrangeiro.

Por norma, quanto menos qualificado for o trabalho, maior a probabilidade da vaga não passar pelos canais digitais. De qualquer forma, não estando ainda no local de destino e não tendo contactos locais, é a pesquisar online que poderá formar uma opinião mais consistente sobre as vantagens e desvantagens de dar o salto: salário médio da sua profissão no país de destino, facilidade com que os estrangeiros conseguem emprego, custo de vida, entre outros.

Alguns dos sites por onde pode começar a sua pesquisa são:

  • EURES - portal de mobilidade profissional da União Europeia, permite filtrar as ofertas de emprego por país, setor e atividade profissional

  • Eurojobs - o Eurojobs define-se como o maior portal de emprego da Europa, mas na verdade tem anúncios de emprego de todo o mundo, que pode filtrar por localização, profissão ou salário

  • Indeed - o Indeed é outro portal de emprego extremamente popular, reunindo ofertas de emprego de todo o mundo num único site global, que se desdobra em múltiplas plataformas locais

  • Jooble - o Jooble indexa oportunidades de emprego de todo o mundo. Funciona como um motor de busca de emprego, em que depois de clicar numa oportunidade é remetida para o site onde foi colocada a vaga original

  • LinkedIn - rede social para profissionais mais popular do mundo, permite pesquisar trabalho em todo o mundo, bem como fortalecer relações profissionais que podem contribuir para novas oportunidades

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Dentro de cada país e área profissional específica, existem depois sites mais especializados, onde é possível fazer pesquisas que já estão segmentadas por defeito.

Que país de destino escolher para trabalhar no estrangeiro?

Há vários fatores a considerar antes de escolher um país para emigrar. Para simplificar a tarefa pode dividir esses fatores em três grupos:

Questões profissionais: existem muitas oportunidades para continuar a sua carreira ou iniciar uma nova no país em causa? Como são as condições de trabalho normalmente? Qual o valor de salário mínimo e médio na área profissional onde quer trabalhar? Qual a relação dos salários com o custo de vida?

Questões sociais: vai sozinho ou com amigos ou família? Conhece alguém que já viva no local de destino? Está preparado para se separar das pessoas mais próximas? Está preparado para começar a construir novas relações?

Questões culturais e climáticas: que língua se fala no país de destino? Qual o contexto religioso e político? Que tipo de hábitos e normas culturais vai encontrar? Que tipo de clima e estações pode esperar?

Considerar e tentar responder a estas questões é uma boa forma de escolher o melhor país para trabalhar no estrangeiro. Para uma mesma situação, a escolha certa poderá ser completamente diferente, conforme valorize mais as questões profissionais, sociais ou culturais.

Dentro da União Europeia existe liberdade de circulação de pessoas, por isso se escolher um país da UE como destino não vai precisar de visto. Além disso, grande parte deles também usam o euro como moeda.

Já fora da União Europeia, existem todo o tipo de políticas e regimes. Terá que considerar cada país isoladamente. A boa notícia é que o passaporte português permite entrar em mais de 150 países por motivos de turismo, sem necessidade de um visto prévio formal. Poderá assim entrar provisoriamente em muitos países, ainda sem trabalho, e sem necessidade de grandes burocracias.

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Que documentos preciso para emigrar?

Se vai emigrar para um país da União Europeia:

  • Não precisa de visto nem de autorização para entrar no país, apenas o cartão de cidadão português;
  • Tem o direito a ser tratado como os cidadãos locais, incluindo no acesso à saúde, educação e trabalho;
  • Apesar de não precisar de autorização para entrar num Estado-membro, alguns países requerem que comunique a sua presença logo que chega;
  • Passados três meses poderá ter de se registar junto das autoridades locais para obter um certificado de residência;
  • A carta de condução portuguesa é válida para conduzir.

Se vai emigrar para fora da União Europeia:

  • Necessita de um passaporte válido e visto do país (para estadia temporárias, o visto pode não ter que ser requerido antecipadamente - é carimbado à chegada);
  • Deve ir à consulta médica do viajante um mês antes da viagem, se for para fora da Europa;
  • A carta de condução portuguesa não é válida na maioria dos países (há algumas exceções, como Angola, Brasil, Suíça e Marrocos);
  • Deve consultar as leis específicas do país em termos de imigração e eventuais acordos bilaterais com Portugal¹.
Leia também: Trabalhar como freelancer: um guia completo

Os países mais populares entre os emigrantes portugueses

Os países com as maiores comunidades portuguesas são:

  • França
  • Suíça
  • EUA
  • Reino Unido
  • Canadá
  • Brasil
  • Espanha
  • Alemanha

Nos anos mais recentes, o Reino Unido tem conquistado a preferência dos emigrantes portugueses, atraindo mais gente que França e Suíça, os países que costumavam liderar a lista de destinos. Esta tendência poderá conhecer algum abrandamento, agora que o Reino Unido saiu da União Europeia.

Trabalhar no estrangeiro e descontar para a segurança social

A partir do momento em que iniciar um contrato por conta de outrem num país estrangeiro, passará, na maioria dos casos, a estar protegido pela segurança social local, com direitos e contribuições diferentes da portuguesa.

Todos os períodos trabalhados dentro dos vários países da União Europeia contam para calcular as prestações sociais concedidas pelos Estados-membros².

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Trabalhar no estrangeiro implica quase sempre abrir uma conta no estrangeiro, converter dinheiro e fazer transferências internacionais. E muitas vezes estas operações implicam custos elevados e pouco transparentes.

Mas com a conta multimoeda da Wise pode guardar e converter mais de 50 moedas de forma simples e barata. Para poder receber como um local, a sua conta tem ainda associados detalhes bancários europeus, britânicos e americanos, entre outros.

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Posso trabalhar no estrangeiro e receber subsídio de desemprego?

Pode manter a prestação de desemprego enquanto está à procura de emprego noutro país da União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Assim que encontrar trabalho fica sujeito à legislação da segurança social do país de destino.

Para receber o subsídio de desemprego enquanto procura trabalho no estrangeiro, deve cumprir estas condições:

  • Estar inscrito há 4 semanas no centro de emprego e à disposição dos serviços de emprego;
  • Informar o centro de emprego que pretende procurar emprego noutro país (terá direito a um período de 3 meses, que pode ser alargado até aos 6 meses);
  • Pedir o documento portátil U2 que ateste que mantém o direito ao subsídio enquanto procura emprego noutro Estado-membro³.
Leia também: Emprego na Suiça para portugueses

Fontes:

  1. eGov: Ir viver para o estrangeiro
  2. UE: Cobertura de segurança social no estrangeiro
  3. Segurança social: Estados da UE, Islândia Liechenstein, Noruega e Suíça

Fontes verificadas pela última vez em 12 de novembro de 2021.


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