O que é uma empresa facilitadora de pagamentos internacionais?
Você já pagou a assinatura internacional ou comprou um produto no exterior? Se sim, provavelmente interagiu com uma empresa facilitadora de pagamentos...
Se você já acompanhou noticiários sobre o mercado financeiro ou leu relatórios de empresas, provavelmente se deparou com a sigla EBITDA. Neste artigo vamos explicar melhor sobre como esse indicador financeiro é considerado uma das principais ferramentas para avaliar o desempenho operacional de uma empresa.
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EBITDA é a sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, que em português significa Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização — também chamado de LAJIDA.
Na prática, o indicador representa o resultado gerado por uma empresa a partir de suas atividades operacionais principais, sem considerar o efeito de decisões financeiras (juros), obrigações tributárias (impostos) e ajustes contábeis não monetários (depreciação e amortização). Em outras palavras, o EBITDA busca isolar a capacidade de geração de caixa da operação em si, eliminando variáveis que não estão diretamente ligadas ao dia a dia do negócio.
O indicador surgiu no mercado norte-americano na década de 1970 e ganhou popularidade por facilitar a avaliação de empresas com alto volume de investimento em infraestrutura. Com o tempo, passou a ser adotado globalmente como referência para comparar o desempenho operacional entre empresas de diferentes portes, setores e países.
O EBITDA é utilizado em diferentes contextos por investidores, credores e gestores. Entre suas principais aplicações, destacam-se:
Vale destacar que a divulgação do EBITDA não é obrigatória por lei no Brasil para todas as empresas.
A fórmula principal do EBITDA é:
EBITDA = Lucro Operacional + Depreciação + Amortização
Os dados necessários para o cálculo estão disponíveis na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) da empresa. Veja um exemplo prático com uma empresa fictícia:
Distribuidora Fictícia Brasil Ltda. — DRE simplificada (valores hipotéticos em R$)
| Item | Valor (R$) |
|---|---|
| Receita Operacional Bruta | 1.200.000,00 |
| (–) Deduções da Receita Bruta | (180.000,00) |
| (=) Receita Operacional Líquida | 1.020.000,00 |
| (–) Custo dos Produtos Vendidos | (550.000,00) |
| (=) Lucro Bruto | 470.000,00 |
| (–) Despesas Operacionais | (220.000,00) |
| (=) Lucro Operacional | 250.000,00 |
| (+) Depreciação | 18.000,00 |
| (+) Amortização | 7.000,00 |
| (=) EBITDA | 275.000,00 |
| (=) Margem EBITDA | ~26,96% |
Neste exemplo hipotético, o EBITDA de R$ 275.000,00 indica que, antes dos efeitos de juros, impostos, depreciação e amortização, a empresa gerou esse valor a partir de suas operações no período. Para chegar ao EBITDA, basta partir do lucro operacional (R$ 250.000,00) e adicionar de volta as despesas não monetárias de depreciação (R$ 18.000,00) e amortização (R$ 7.000,00).
A margem EBITDA é o percentual que o EBITDA representa em relação à receita líquida da empresa. Ela indica, de forma proporcional, quanto de cada real faturado se transforma em resultado operacional antes dos efeitos financeiros e tributários.
A fórmula é:
Margem EBITDA (%) = (EBITDA ÷ Receita Líquida) × 100
No exemplo acima: (275.000 ÷ 1.020.000) × 100 = ~26,96%.
Esse percentual tende a variar conforme o setor de atuação, o modelo de negócio e a estrutura de custos da empresa. Setores com custos operacionais mais elevados, como varejo e distribuição, costumam apresentar margens menores do que segmentos como tecnologia ou serviços especializados.
O EBIT (Earnings Before Interest and Taxes), conhecido em português como LAJIR (Lucro Antes dos Juros e Imposto de Renda), é o resultado operacional da empresa após considerar depreciação e amortização, mas antes de juros e impostos.
O EBITDA vai além: exclui também depreciação e amortização do cálculo, aproximando-se mais da capacidade de geração de caixa operacional da empresa.
| Indicador | O que exclui | Quando é mais utilizado |
|---|---|---|
| EBIT | Juros e impostos | Avaliar o lucro operacional real e a performance contábil |
| EBITDA | Juros, impostos, depreciação e amortização | Medir eficiência operacional e comparar empresas entre si |
O EBITDA ajustado é uma variação do indicador que remove itens considerados não recorrentes ou extraordinários — como indenizações trabalhistas pontuais, custos de reestruturação, multas atípicas ou efeitos de variação cambial inesperada. O objetivo é refletir com mais precisão o desempenho operacional recorrente da empresa, eliminando distorções que poderiam comprometer a análise de períodos ou a comparação entre empresas.
Conforme a Instrução CVM nº 156/2022, empresas abertas brasileiras podem divulgar um EBITDA ajustado, desde que apresentem claramente quais ajustes foram realizados e a devida conciliação com os demonstrativos financeiros oficiais.
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EBITDA é o mesmo que lucro?
Não. O EBITDA representa o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização. O lucro líquido, por sua vez, considera todos esses elementos, refletindo o resultado final da empresa após todas as despesas e encargos.
O EBITDA pode ser negativo?
Sim. Um EBITDA negativo indica que a empresa não está gerando caixa suficiente com suas atividades operacionais para cobrir os custos, o que pode sinalizar ineficiência operacional ou volume de vendas insuficiente para atingir o ponto de equilíbrio.
O EBITDA é obrigatório por lei no Brasil?
Não. A divulgação do EBITDA é voluntária, no entanto, caso uma companhia aberta decida divulgar esse indicador, ela é obrigada a seguir as regras de padronização e conciliação estabelecidas pela Resolução CVM nº 156/2022. Para empresas fechadas ou de menor porte, o uso do indicador é voluntário.
Qual a diferença entre EBITDA e fluxo de caixa?
O fluxo de caixa operacional registra as entradas e saídas reais de dinheiro da empresa em determinado período. O EBITDA é um indicador contábil que estima a capacidade de geração de caixa operacional, mas não equivale ao dinheiro efetivamente disponível em conta.
O EBITDA pode ser usado em pequenas empresas?
Sim. Embora seja mais associado a empresas de capital aberto, o EBITDA também é utilizado por PMEs para avaliar a eficiência operacional ao longo do tempo e para apresentar o desempenho do negócio a potenciais investidores ou instituições financeiras.
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