Viajar para a China saindo do Brasil: guia completo e atualizado
Confira como funciona a exigência de visto, documentos, custos e dicas práticas para planejar as finanças da sua viagem para a China saindo do Brasil
A China é um destino com algumas peculiaridades, e fazer uma viagem ao país exige mais do que escolher onde trocar dinheiro. Neste artigo, você vai entender se a Nomad funciona na China, o que acontece com os pagamentos em yuan, como se adequar à realidade dos pagamentos com carteiras digitais chinesas, quais taxas podem ser cobradas e como fazer saques.
E para quem busca mais flexibilidade em uma viagem pela Ásia, também vamos apresentar a conta da Wise como alternativa — ela permite manter mais de 40 moedas na conta, inclusive o yuan chinês, e oferece cartão físico gratuito.
Sim, a Nomad funciona na China. O cartão de débito internacional pode ser usado em estabelecimentos que aceitem a bandeira Visa e também pode ser vinculado a aplicativos de pagamento, uma alternativa especialmente relevante no país1.
Antes de embarcar, porém, vale entender um detalhe sobre a conta: a Nomad não oferece saldo em yuan chinês (CNY). Os saldos ficam disponíveis em dólar americano (USD) e euro (EUR) e o valor é convertido automaticamente pela rede Visa e descontado do saldo em moeda estrangeira2 e 3.
Essa dinâmica cambial é apenas uma parte da equação. Na China, a maneira de pagar também merece atenção, já que as carteiras digitais ocupam um espaço central no cotidiano. Segundo levantamento da Mordor Intelligence, elas responderam por 72% da participação no mercado de pagamentos chinês em 20254.
Para o viajante estrangeiro, Alipay e WeChat Pay estão entre as principais alternativas. As plataformas permitem vincular cartões internacionais, como o da Nomad, e realizar pagamentos por QR Code, algo muito comum na rotina do país.
Quem prefere ter também uma versão física na retaguarda pode solicitar o cartão, com entrega de USD 20 para clientes no nível 1 do Nomad Pass. A partir do nível 2, a entrega da primeira via do cartão físico é gratuita5.
Como mencionamos, a conta internacional da Nomad trabalha com saldo em moedas estrangeiras como dólar e euro. Então, como o cartão Nomad funciona com a moeda oficial da China?
Para entender melhor a dinâmica de pagamentos, imagine uma compra de CNY 500. O estabelecimento processa o pagamento em yuan, enquanto a operação é convertida para dólar pela rede Visa antes de ser descontada da conta Nomad.
Para quem parte do real, o pagamento envolve duas etapas cambiais:
A Visa disponibiliza uma calculadora própria para consultar uma estimativa da taxa de câmbio utilizada em transações internacionais. O valor efetivamente aplicado pode variar de acordo com as condições da operação e a data de processamento7.
Essa dupla conversão merece atenção especialmente em uma viagem pela Ásia. Quem pretende passar por China, Japão, Tailândia, Coreia do Sul ou outros destinos com moedas diferentes terá novas conversões sempre que realizar pagamentos na moeda local.
Nesse cenário, uma conta que ofereça suporte nativo a um número maior de moedas pode facilitar o controle dos gastos.
O uso do cartão Nomad na China segue a lógica de outros destinos internacionais, mas vale preparar-se antes da viagem. Confira algumas dicas essenciais:
| Leia também: Qual é a moeda oficial da China? Entenda |
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Também é possível sacar na China com o cartão Nomad, desde que o caixa eletrônico aceite a bandeira Visa. O valor retirado em CNY é convertido e debitado do saldo em dólar da conta. O procedimento é semelhante ao de outros países8:
A Nomad informa que atualmente oferece dois saques gratuitos por mês. Após esse limite, há uma tarifa de USD 5 por saque fora da rede de caixas eletrônicos MoneyPass.
Além disso, o operador do caixa eletrônico pode cobrar uma tarifa própria, conhecida como ATM surcharge. Essa cobrança, quando existente, aparece no próprio caixa antes da conclusão da operação.
O custo de usar a Nomad na China depende de cada etapa da operação. Para não misturar a tarifa da conta com eventuais cobranças da rede Visa ou do ATM, vale entender melhor os custos:
| Leia também: Chip internacional na China: qual o melhor? |
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Para quem busca flexibilidade para circular entre diferentes moedas, a Wise apresenta uma estrutura interessante. A conta permite manter saldo em mais de 40 moedas, incluindo o yuan, possibilitando gastos diretamente na moeda local da China.
A Wise utiliza a taxa de câmbio comercial e uma a tarifa de conversão transparente, que pode ser facilmente consultada antes de cada conversão feita dentro do app. A conta e o cartão (que é Visa) são gratuitos, sem taxa de manutenção ou emissão.
Para quem viaja pela China e por diferentes lugares da Ásia, essa estrutura pode facilitar o controle dos gastos, pois é possível manter diferentes moedas na mesma conta. Se você pretende viajar pelo continente e também passar por outros países no futuro, ter uma conta Wise pode simplificar o planejamento.
A Nomad pode ser prática para quem já utiliza a conta e mantém dólares para gastos internacionais. Vamos entender algumas vantagens e pontos que merecem atenção ao usar a Nomad na China:
Vantagens
Pontos de atenção
A lógica do cartão Nomad é semelhante em outros destinos asiáticos: o usuário mantém saldo em USD na conta, utiliza o cartão em estabelecimentos que aceitam Visa e, quando a compra ocorre em uma moeda diferente, o valor é convertido automaticamente.
Para quem viaja por vários países, porém, o número de moedas envolvidas ganha ainda mais importância. Uma conta como a Wise permite manter mais de 40 moedas e pagar diretamente com os saldos disponíveis.
Em um roteiro por China, Japão e Tailândia, por exemplo, o viajante pode manter yuan, iene e baht na conta e usar o saldo correspondente em cada destino. Isso dá mais previsibilidade sobre o câmbio e facilita o controle dos gastos ao longo da viagem.
Fontes consultadas neste artigo:
Fontes consultadas pela última vez em 14 de agosto de 2026.
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